Dólar Dispara em Meio a Tensões Internacionais e Incertezas Fiscais no Brasil
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3 min de leiturapor Fresh Feeds AI

Dólar Dispara em Meio a Tensões Internacionais e Incertezas Fiscais no Brasil

O dólar fechou em alta de 2,38%, cotado a R$ 5,50, impulsionado por tensões comerciais entre EUA e China e incertezas fiscais no Brasil, marcando o maior patamar em dois meses.

Na última sexta-feira, 10 de outubro de 2025, o dólar comercial registrou uma alta expressiva, fechando em R$ 5,50, uma valorização acima de 2% em relação ao real, marcando o maior patamar de fechamento em mais de dois meses.

O movimento do câmbio refletiu um cenário de elevada volatilidade, motivado por dois fatores principais: o recrudescimento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, e o aumento das preocupações fiscais internas no Brasil. Internacionalmente, o presidente norte-americano Donald Trump elevou o tom contra a China, acusando o país de controlar a exportação de elementos estratégicos ligados às terras raras e ameaçando a imposição de novas tarifas. Essa escalada gerou aversão ao risco nos mercados globais, impactando negativamente o mercado brasileiro.

No âmbito doméstico, o mercado sentiu os efeitos da não aprovação pelo Congresso da Medida Provisória alternativa ao IOF, que geraria receita para o governo e ajudaria a cumprir a meta fiscal de superávit de 0,25% do PIB para 2026. A ausência dessa receita intensificou as dúvidas sobre a capacidade do governo federal de manter o equilíbrio das contas públicas. Ainda, o pacote de medidas especulado para 2026, estimado em R$ 100 bilhões, aumentou a apreensão dos investidores quanto ao impacto fiscal futuro.

Além disso, o anúncio de mudanças na política de crédito imobiliário pelo governo não foi bem recebido pelo mercado, contribuindo para a pressão sobre o real. A combinação dessas incertezas levou o dólar a uma cotação máxima intraday de R$ 5,5187, com fechamento em R$ 5,5031, um aumento de 2,38% no dia e de 3,39% no mês de outubro.

No cenário mais amplo, o real demonstrou o pior desempenho entre as moedas emergentes e de países exportadores de commodities nesta semana, em meio também a uma queda de cerca de 4% no preço do petróleo, que afeta negativamente a balança comercial brasileira.

Especialistas ressaltam que a continuidade das dúvidas fiscais e as pressões externas devem manter a volatilidade cambial elevada no curto prazo. Enquanto o governo define seus próximos passos para enfrentar o rombo fiscal, o mercado segue sensível a notícias econômicas e políticas, com impacto direto no valor do dólar frente ao real.

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Fontes:

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