
Atlético x Real Madrid: derrota dura na Supercopa reacende debate sobre futuro do Atleti de Simeone
O nome **Atlético** voltou aos trending topics no Brasil após a derrota do **Atlético de Madrid** por 2 a 1 para o Real Madrid na semifinal da Supercopa da Espanha, disputada em Jeddah, na Arábia Saudita. O resultado classificou o time merengue para a decisão contra o Barcelona e reacendeu discussões sobre o momento da equipe de Diego Simeone, que iniciou 2026 em clima de cobrança.[1][2]
Em campo, o Atlético foi superado num clássico marcado por um golaço de falta de **Fede Valverde** logo no início, em cobrança de média distância que deixou Jan Oblak sem reação.[2] O gol cedo condicionou o jogo: o Real passou a recuar linhas e atrair o Atlético, que até conseguiu criar, mas pecou nas finalizações. O norueguês **Alexander Sørloth** teve duas grandes chances de empatar ainda no primeiro tempo e parou em Courtois e na própria pontaria.[2]
No segundo tempo, o cenário se repetiu. Quando o Atlético parecia mais próximo de marcar, o Real Madrid ampliou em jogada de transição: **Rodrygo Goes** recebeu em profundidade após passe de Valverde, atacou o espaço nas costas da defesa colchonera e tocou na saída de Oblak para fazer 2 a 0.[2] A resposta veio pouco depois, com Sørloth se redimindo e cabeceando no segundo pau para descontar, reacendendo a esperança rojiblanca.[2]
Simeone lançou mão do banco e colocou nomes de peso como **Antoine Griezmann** e **Thiago Almada** em busca do empate.[2][4] O time adiantou ainda mais a marcação, teve volume ofensivo e presença no campo de ataque, mas esbarrou na boa atuação defensiva do Real, que terminou o clássico sem zagueiros de origem em campo, e na falta de precisão na última bola.[2][4] Crônicas especializadas na Espanha classificaram a exibição colchonera como “decepcionante” pelo nível de decisão e pela dificuldade em transformar posse e pressão em chances claras.[4]
Os números ajudam a explicar essa sensação ambígua: o Atlético terminou com ligeira vantagem de posse de bola e chegou mais vezes ao ataque, mas ficou atrás no aproveitamento das finalizações, em especial nas tentativas dentro da área.[3][4] Para parte da imprensa madrilenha, o duelo expôs limitações ofensivas que já vinham sendo apontadas na temporada, mesmo com a chegada de reforços como **Julián Álvarez** e o próprio Sørloth.[4][6]
Fora das quatro linhas, o clássico também teve temperatura alta. Durante a partida, uma discussão à beira do campo entre **Diego Simeone** e **Vinícius Júnior** ganhou destaque, a ponto de o técnico do Real Madrid, **Xabi Alonso**, criticar publicamente a postura do argentino no pós-jogo, afirmando que “nem tudo vale” dentro de um clássico dessa magnitude.[1] O episódio reforçou a já conhecida rivalidade recente entre Simeone e jogadores brasileiros do Real, frequentemente alvo de provocações e entradas duras em derbis anteriores.[1][2]
Para o Atlético, a eliminação na Supercopa é um golpe num momento em que o clube tenta consolidar um elenco reformulado e voltar a brigar de igual para igual com Real Madrid e Barcelona por todos os títulos da temporada.[2][6] Sob o comando de Simeone desde 2011, o time se acostumou a competir no topo – são títulos de La Liga, campanhas fortes na Champions League e três taças da Liga Europa no período –, mas também convive com a frustração de derrotas dolorosas em finais e mata-matas decisivos.[6]
A imprensa espanhola aponta que a prioridade do Atlético agora passa a ser a recuperação imediata em **La Liga** e na **Champions League**, competições em que o clube ainda se vê como candidato a chegar longe.[6] A diretoria monitora o mercado de transferências, com rumores sobre possíveis ajustes no setor ofensivo para dar mais alternativas ao treinador, enquanto torcedores dividem opiniões nas redes sociais: há quem peça uma renovação mais profunda após mais de uma década de “cholismo”, e quem defenda que Simeone siga à frente do projeto, com pequenos ajustes de elenco e modelo de jogo.[4][6]
Apesar do revés, o Atlético continua sendo um dos projetos esportivos mais sólidos da Europa, com finanças estabilizadas, estádio moderno e uma base de torcedores apaixonados – os **colchoneros** – que seguem empurrando o time em casa e fora.[6] A derrota para o Real na Supercopa aumenta a pressão, mas também estabelece um novo ponto de partida para 2026: a equipe sabe que será cobrada não só por competir, mas por transformar boas atuações em títulos concretos diante dos grandes rivais.
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Fontes:
www.espn.in
www.football-espana.net
www.foxsports.com
www.intothecalderon.com
www.managingmadrid.com
www.newsnow.com