
City x Brighton termina em empate e complica luta do Manchester City pela Premier League
O duelo entre Manchester City e Brighton no Etihad terminou em 1 a 1 e voltou a abalar as pretensões do time de Pep Guardiola na disputa pelo título da Premier League 2025/26.[2][3] Foi o terceiro empate consecutivo do City no campeonato, todos após sair em vantagem no placar, e a equipe agora vê o líder Arsenal abrir margem na ponta da tabela.[2][3][4]
Com o resultado, o Manchester City chegou a 43 pontos e segue na vice-liderança, mas está agora cinco pontos atrás do Arsenal, que ainda tem um jogo a menos.[3][4][5] Para o torcedor brasileiro que acompanha de perto o futebol inglês, o tropeço em casa reforça a impressão de que a briga pelo título ficou mais complicada, especialmente em uma liga na qual os erros costumam ser punidos duramente.
Em campo, o City contou com mais uma marca histórica de Erling Haaland. O norueguês abriu o placar em cobrança de pênalti aos 41 minutos do primeiro tempo, chegando ao 150º gol com a camisa do clube em todas as competições.[2][3][4][5] A penalidade foi marcada após revisão do VAR, que viu falta de Diego Gómez em Jérémy Doku dentro da área.[1][3][4]
Mesmo em vantagem, o time de Guardiola voltou a mostrar dificuldades para transformar domínio em gols. O City finalizou 22 vezes, com um expected goals (xG) em torno de 2,3, mas acertou apenas seis chutes no alvo e desperdiçou pelo menos três grandes oportunidades de ampliar.[1][2][4][5] Bernardo Silva acertou a trave logo no início da segunda etapa, em um lance que poderia ter encaminhado a vitória dos anfitriões.[1][4]
O Brighton, por sua vez, repetiu o roteiro da virada conquistada sobre o City em agosto, quando venceu por 2 a 1 após sair atrás no placar.[1] A equipe visitante foi novamente competitiva e aproveitou bem os espaços em contra-ataques. Aos 60 minutos, o japonês Kaoru Mitoma empatou o jogo com um chute rasteiro no canto, da entrada da área, após rápida transição ofensiva.[1][2][3][4]
Depois do empate, o Brighton ainda teve chance clara para virar, em cruzamento de Mitoma desperdiçado por Diego Gómez dentro da área.[1] O City respondeu com pressão até o fim, mas esbarrou na falta de precisão nas finalizações e na boa organização defensiva dos visitantes.[1][2][4]
O contexto do jogo também foi influenciado pela situação do elenco do City. Sem nomes importantes na defesa, Guardiola precisou lançar mão do jovem zagueiro Max Alleyne, de 20 anos, recém-repatriado de empréstimo ao Watford e estreante na Premier League.[1][2][4] Ele formou dupla com Abdukodir Khusanov em uma linha defensiva considerada improvável para um momento decisivo da temporada.[4]
A instabilidade recente do time de Manchester liga o sinal de alerta. Nas últimas três rodadas de Premier League, o City deixou escapar vitórias em confrontos nos quais chegou a estar em vantagem, somando apenas três pontos em nove possíveis.[1][2][3][4][5] Analistas destacam que, diante de adversários que recuam e congestionam a área, o City tem produzido muitas finalizações de média distância, com aproveitamento baixo, e sente falta de maior agressividade pelos lados do campo.[5]
Um dos pontos levantados por observadores é a influência da ausência de Doku em boa parte dos jogos recentes. Segundo análise tática, a equipe ganha posse e controle com jogadores como Bernardo Silva e Rayan Cherki nas pontas, mas perde a explosão e a capacidade de desequilíbrio em jogadas individuais que abrem espaços no centro da área, algo que poderia melhorar o rendimento ofensivo diante de defesas fechadas.[5]
Do lado do Brighton, o empate fora de casa contra o atual campeão inglês reforça a imagem de um time resiliente, capaz de competir em alto nível mesmo diante de elencos mais caros. A reação no Etihad se soma à vitória de virada conquistada sobre o próprio City no início da temporada, fazendo da equipe uma espécie de "pedra no sapato" na campanha dos comandados de Guardiola.[1][5]
Para o público brasileiro, acostumado a ver o Manchester City ditar o ritmo na Inglaterra e na Europa, a sequência de tropeços adiciona drama à reta final do campeonato. Com Arsenal em vantagem e outros concorrentes ainda vivos na parte alta da tabela, cada ponto perdido em casa tende a ganhar peso nas projeções para o título. Resta ao City corrigir rapidamente os problemas no terço final do campo se quiser manter vivo o sonho de mais uma taça da Premier League nesta temporada.[2][3][4][5]
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Sources:
www.mykhel.com
www.skysports.com
www.straitstimes.com
africa.espn.com
www.yardbarker.com
www.mancity.com