
Bolsonaro na Papudinha: Transferência para 'Ala VIP' Gera Polêmica com Cuidados de Luxo
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido nesta quinta-feira (15) da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecida como Papudinha, no Complexo da Papuda. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, atende a pedidos da defesa por melhores condições de saúde e espaço.[1][2][5][7]
A nova acomodação tem 64,83 m², com quarto, sala, cozinha, lavanderia e área externa privativa, um aumento significativo em relação aos 12 m² da cela na PF. A mudança foi justificada por necessidades médicas, como fisioterapia noturna, desconfiança com a comida fornecida e necessidade de banho de sol.[1][5]
Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, terá assistência médica 24 horas, com médicos do sistema penitenciário e particulares cadastrados. Equipamentos como esteira, bicicleta ergométrica, grades de proteção na cama e barras de apoio serão instalados. Há cozinha própria para preparo de alimentos, cinco refeições diárias e entrega de alimentação especial autorizada.[1][3][4][5]
O regime inclui banho de sol com horário livre e privacidade total, além de visitas ampliadas: três horários diferentes, duas vezes por semana, e assistência religiosa. A permanência é provisória: uma junta médica da PF avaliará o quadro em até 10 dias, podendo recomendar transferência para hospital penitenciário.[1][2][5]
A transferência ocorre após Bolsonaro estar na PF desde 22 de novembro de 2025, preso preventivamente por violar tornozeleira eletrônica, com o processo transitando em julgado dias depois.[2][6]
Críticas surgem pelo contraste com as condições na Papuda. A ala de idosos está superlotada: 340 detentos para 177 vagas, celas com 38 pessoas (limite 21), colchões no chão, refeições ruins e falta de higiene, segundo relatório da Defensoria Pública e do Mecanismo Nacional de Prevenção à Tortura. Defensores destacam violações generalizadas, questionando por que casos como o de Bolsonaro ganham atenção.[3]
A defesa enfatiza problemas de saúde recentes, incluindo internação por mais de uma semana. A medida equilibra cuidados médicos com cumprimento da pena, sob monitoramento judicial.[1][4]
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Sources:
g1.globo.com
www.cnnbrasil.com.br
apublica.org
www.youtube.com
agenciabrasil.ebc.com.br
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g1.globo.com